Indicação de Material para Formação Docente

Indicação de Material para Formação Docente  
Elson Carneiro Santos
Ana Márcia de Santana Santana
Para realização do Estágio Supervisionado, precisamos recorrer à literatura que oferece subsídio didático, metodológico e que contribui para formação docente. Neste sentido, para desenvolvermos um bom desempenho na práxis educativa na modalidade da Educação de Jovens e Adultos, buscamos conhecer alguns conhecimentos da educação popular a partir da leitura do artigo intitulado:  A educação aprende com o homem a continuar o trabalho da vida – educação, trabalho e saúde em algumas experiências fundadoras.  O texto discute algumas iniciativas que, em tempos e locais distintos, fortaleceram e fortalecem a noção de homem e mulher como sujeitos políticos, iniciativas que têm a particularidade e representa um fio condutor comum entre elas:  ter em primeiro plano o trabalhador, seu trabalho e seus saberes.
Uma fonte importantíssima que utilizamos durante o estágio foi um trabalho realizado a partir do livro do Projeto – Diz Aí – Enfrentamento ao Extermínio da Juventude Negra. A obra discorre sobre a problemática que os negros enfrentam na sociedade brasileira, principalmente no que diz respeito ao trato da polícia para com a população negra; enfatiza questões de discriminação e de preconceito racial e discute também sobre ações de enfrentamento e empoderamento dos negros para atuar nos diferentes espaços sociais para enfrentar o extermínio da juventude negra. Realçamos que no texto é enfocado que a polícia chega armada ideologicamente para dizimar os negros. Para os autores, dialogar é possível com uma nova polícia, que cumpra o papel dela, que não é garantir o patrimônio privado ou público, mas garantir a vida.
Outro aspecto importante é compreender que o projeto Diz Aí, ao tratar de questões relacionadas às juventudes, enfatiza que a voz jovem deve ser privilegiada. Estimula que eles sejam críticos e reflexivos, além de refletirem e debaterem as questões de que são protagonistas. O intuito do projeto é valorizar o entendimento e as histórias das juventudes sobre questões que fazem parte de sua vida. 
Indicamos também a leitura do livro intitulado Formação Continuada de Professores no Semiárido que realça a importância da contextualização dos saberes dos alunos com as situações de aprendizagens. O autor enfoca que contextualizar torna-se um processo importante na busca de aproximar o ensino e a aprendizagem à realidade vivenciada cotidianamente pelo/a aluno/a, pois os conhecimentos não podem ser construídos isolados das outras relações que o sujeito faz em seu mundo.
Nesta perspectiva, procuramos trabalhar os eixos temáticos da unidade letiva a partir da realidade dos alunos, com observância na história de vida dos sujeitos. Muitos deles possuem atuação no mercado de trabalho e os saberes e fazeres produzidos precisam fazer sentido com suas vivências. Parte-se, então, do pressuposto que os sujeitos da EJA são pessoas que fazem parte da construção da sociedade e precisam saber atuar nos diferentes espaços para luta do reconhecimento de seus direitos.





















REFERÊNCIAS:

CECY Fabiana, FILHO Carlos Humberto. Diz aí: enfrentamento ao extermínio da juventude negra. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2015, 61 páginas.

LIMA, Elmo de Souza. Formação continuada para professores no semiárido: resinificando saberes e práticas. Teresina: EDUFPI, 2011, 96 páginas.

REVISTA DA FAEEBA: educação e contemporaneidade. Salvador: UNEB. V 24. N 43, jan/jun. 2015, p. 37.





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