O doce da Docência
O
termo ser professor vai muito além do estar presente em uma sala de aula, um
quadrado, apresentando um pouco do seu conhecimento para outra pessoa – seu
aluno. Quando o termo professor se restringe apenas à sua apresentação dentro
de uma escola, perde-se o foco do que a profissão tem a oferecer para a sociedade,
de forma geral. Não vejo a educação e a escola como instituições falidas, mas
sim como agências que contribuem com a formação do sujeito. Dessa forma, pretendo me tornar professor não apenas
na nomenclatura, pois o foco é ser EDUCADOR, ir além dos muros impostos e das
dificuldades encontradas numa sala de aula.
Se tornar um professor é como plantar uma semente e
esperar o momento certo de sua colheita; ninguém nasce professor, torna-se um.
Nessa perspectiva, venho conduzindo minha trajetória e, a partir de incentivos,
crescendo para ser cada vez melhor naquilo que me proponho a fazer. Diante disso,
posso afirmar que o estágio é o ponto alto para degustar do sabor da docência;
ensinar é mostrar para o outro a oportunidade de dias melhores. Educar e
ensinar é superar aquilo que fugiu do que foi planejado; é pensar na formação
do outro como se fosse nossa formação, para mostrar por diversos ângulos que a
educação é um meio essencial para tentar solucionar os problemas existentes em
nossa sociedade.
Com as dificuldades encaradas no decorrer do meu
processo de formação, mudando para o turno da noite com 14 anos para ter que
trabalhar, não foi fácil entrar na universidade e encontrar espelhos fora dela.
Mas se algo me fez ir além e buscar mais, foram os olhares e palavras de que eu
seria apenas mais garoto que deixaria o estudo e seria apenas mais um
trabalhador sem formação. E com a dificuldade de não ter visto muita coisa no
turno da noite, me vi na condição de espelho e usar o tempo a meu favor, não
voltando ao passado, mas mostrando para o outro como romper as impossibilidades
e mostrando o mundo de possibilidades que existe a partir da educação.
No
decorrer do processo formador, enquanto pessoa, cada um de nós educadores já
estivemos em sala de aula como aluno, e alguns momentos não serão esquecidos, nos
servindo de aprendizagem e aprimoramento. Aquilo que nos martirizou pode ser convertido
em uma proposta pedagógica mais eficaz, pensando o aluno não com várias lacunas
para serem preenchidas, e sim ver pessoas capazes de compartilhar saberes que
fogem do estudo científico.
Diante
disso, podemos afirmar que nós, professores/educadores, somos os pilares da
educação, os quais o governo tenta romper a estrutura para enfraquecer ou até
mesmo abalar o sistema educacional, que sofre mudanças drásticas todos os dias.
Precisamos inventar, reinventar e inovar para conseguirmos dialogar com o
conhecimento que adquirimos ao decorrer da caminhada no fazer docente, não
deixando o que foi aprendido apenas nas gavetas do nosso cérebro, mas sim
expondo para a sociedade de modo geral.
Cleber
Aragão

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