EU, PROFESSORA
Meu nome é Carolaine Araújo Santos,
tenho 20 anos, nasci no dia 08 de fevereiro de 1997, na cidade de Serrinha,
Bahia. Vou contar um pouco de minha trajetória escolar e profissional em
relação à educação. Fui criada no seio de uma família amorosa, cujos valores
mais importantes eram o respeito ao próximo e a honestidade. Então, brincava e
estudava com crianças de vizinhos de diferentes classes sociais e etnias. Assim,
desde cedo, aprendi a não julgar as pessoas por sua condição social, religiosa
ou étnica, mas pelo caráter e comportamento.
Posso dizer que minha infância foi
ótima, sempre tive tempo disponível para brincar. Recebi apoio familiar no
âmbito escolar, de um modo especial de minha querida e amada mãe, que até hoje
é um grande incentivo para toda a trajetória que estou percorrendo. Desde o
ensino primário, tirava boas notas e desenvolvia bem minhas atividades;
lembro-me das minhas amáveis professoras da Escolinha Criança Feliz, sempre
dóceis e encorajadoras para compartilhar saberes. Tenho certeza que uma das
minhas motivações para a escolha do curso de Letras (e de ser professora de Língua Portuguesa) tiveram
origem a partir do exemplo dessas docentes.
Estudei meu quarto ano do ensino
fundamental em uma escola pública. Senti a precariedade da instituição escolar,
o que interferia na ação do professor e na motivação do aluno. Muitos entraves
encontrei no ensino público durante o período que estudei lá. No entanto, sou
muito agradecida por ter ingressado na universidade com conhecimentos que adquiri
no ensino público. Depois de terminar o ensino médio, fiz imediatamente a
inscrição para o vestibular da UNEB. Não estava muito preparada para estudar em
uma universidade e ainda mais no curso de Letras, apesar de me identificar
muito com esse campo de estudo. No entanto, passei e comecei com muito
entusiasmo, mesmo que, às vezes, as pessoas me perguntavam: “Mas por que Letras?
Que coisa sem graça... Você vai sofrer... coitada.”.
Ao passar dos dias, percebi que cursar
uma faculdade não é fácil, mas faz a gente formar, pensar e criar novos
conceitos sobre a educação de todos e, mais ainda, a nossa própria educação. A
faculdade nos abre espaços que, muitas vezes, em toda a caminhada da escola não
foram propostos para nós, e isso atualmente é de extrema importância, porque
quantas foram as vezes no ensino médio que tinha algo a falar ou até a
protestar, e não tinha uma chance sequer para isso acontecer. Era professor ali
na frente autoritário, muitas vezes, e nós alunos ali, um atrás do outro, só
copiando coisas que não tinham sabor e nem importância naquele momento, pois o
que faltava era dialogicidade com os seres que ali ocupavam aquele espaço.
Quando comecei a faculdade, tinha
entusiasmo, agora tenho alegria, prazer, curiosidade no que estou fazendo.
Entretanto, o que me deixa aborrecida é o fato de eu não aproveitar 100% do
curso por motivo de tempo, trabalho e família, mas tento aproveitar todos os
momentos que me oportunizam conhecer e aprender. Mesmo assim, perdi algumas disciplinas por falta
de transporte e por chegar com horário esgotado no ponto do transporte escolar,
devido ao trabalho, que é de grande valia para pagar minhas despesas pessoais e
até mesmo referente aos estudos. Nunca tinha atuado como professora e sim só
como aprendente (aluna), mas na faculdade tive a oportunidade de estagiar, o que
na verdade amei; apaixonei-me pela educação, apesar de ter sentido insegurança
na minha prática docente. Mas, com o tempo, fui me adaptando e comecei a
desenvolver melhor minha prática docente.
Pretendo, sim, continuar estudando
para me desenvolver cada vez mais enquanto professora. Assim, futuramente
espero fazer mestrado ou especialização. No entanto, vivendo esse processo de
estágio, aprendi a necessidade de aprender e valorizar o aluno, reconhecendo
sua bagagem, sua história, fazer com que a aprendizagem seja significativa e
não somente aplicar conteúdos que na realidade não têm uma ligação com o
cotidiano do aluno.
Para mim, a interação entre os sujeitos
é um ponto importantíssimo para realizar ótimos trabalhos em sala de aula, pois
só assim o aluno consegue mostrar-se e ver-se enquanto sujeito do conhecimento.

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