A DINÂMICA NA SALA DE AULA


Carolaine Araújo Santos
Jocivalda Mendes

As dinâmicas de grupo são meios que estão dentro de um processo de formação e organização do sujeito, que possibilitam a criação e recriação do conhecimento. Existem vários tipos de dinâmicas, como por exemplo, apresentação, trabalho em equipe, comunicação, entre outras.  Pode-se definir dinâmica de grupo como atividades que se desenvolvem em conjunto, cujo objetivo é aprender, desenvolver, interagir, competir, divertir e refletir. Segundo Militão e Militão (2009, p.22), “aplicar uma dinâmica [...] é possibilitar o exercício de uma vivência”.
Elas servem para desenvolver um caminho de teorização sobre esta prática como processo sistemático, ordenado e progressivo e, principalmente, para incluir novos elementos que permitem explicar e entender os processos vividos. As dinâmicas são importantes para responder a interrogações, como: o que pensam as pessoas? O que sentem? O que vivem e sofrem?
As dinâmicas geram um processo de aprendizagem libertador, porque permitem desenvolver um processo coletivo de discussão e reflexão, ampliam o conhecimento individual, coletivo, enriquecem o potencial, o conhecimento e possibilitam a criação, formação e transformação  em que os participantes são sujeitos a laboração e execução.
Sendo assim, a dinâmica aqui exposta constitui-se de aspectos anteriormente citados acima.

DINÂMICA: ÁRVORE DAS QUALIDADES (auto-estima).

Objetivos:
·         Identificar qualidades e valores
·         Favorecer a descontração dos alunos
·         Conhecer e reconhecer qualidades nos colegas.

Material: Tronco de árvore confeccionado em cartolina, fita adesiva, flores previamente confeccionadas com miolo e cinco pétalas.



Procedimentos: Colar o tronco na parede ou no quadro; explicar que agora irão pensar em qualidades que temos (explicar o que é qualidade); explicar que essas qualidades nos deixam felizes e fazem com que os outros, amigos, professores, família também fiquem felizes com isso; pedir que escrevam uma qualidade em cada pétala e no centro (miolo) o nome; após todos terminarem a parte escrita, iniciar a montagem da árvore, chamando um a um ao painel, ara colarem a flor, falando o nome e as qualidades que tem; ao final, fechar ressaltando que todos nós temos qualidades e elas devem ser preservadas para o nosso bem e nossa felicidade.

Entregamos as flores já recortadas e explicamos aos alunos a dinâmica, pedindo que eles escrevessem seu nome e suas qualidades, como se autoidentificam. Foi muito interessante, pois cada um escreveu o que achavam que seria suas qualidades e na hora de colar, cada um falava e colava as flores na copa da árvore fixada na parede da sala de aula, deixando-a bem bonita.

Alguns, no começo da colagem, começaram a fazer piadinhas com os outros, mas durante o processo interagimos com os estudantes explicando que se tratava de uma brincadeira e não era para colocar apelidos e que todos têm o seu direito de dar suas próprias qualidades como se sentem. Então, pararam com esse tipo de brincadeira e a dinâmica virou uma brincadeira e todos respeitaram a ideia do outro. No final, tudo deu certo.



Depois da dinâmica, pedimos que eles escrevessem um pequeno texto de autoapesentação para em seguida desenvolver o poema de Elias José, intitulado como “Autoapresentação”, ampliando o que pensavam sobre suas qualidades boas e ruins: as boas se tinham algo a melhorar e as ruins o que poderiam fazer para mudar, se estavam contentes com suas próprias identificações.



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